No Mercado desta terça, Luis Ferreira, CIO do EFG Private Wealth Management, analisa as declarações do primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, que admitiu que a Alemanha seria a mais afetada pelas tarifas de 10% prometidas por Donald Trump a partir de 1º de fevereiro, contra países da União Europeia que defendem a soberania da Groenlândia sob domínio da Dinamarca.
Luís explica que a resposta europeia pode vir através do “instrumento anticoerção”, conhecido como bazuca comercial, uma ferramenta de retaliação capaz de aumentar tarifas e restringir acesso ao mercado europeu. A análise mostra que, por trás do impasse, há uma mudança profunda na globalização, com países priorizando cadeias produtivas mais curtas e seguras, após os efeitos do COVID-19 e das sanções internacionais.
O economista ressalta que, embora a Europa possa reagir, ela é muito mais dependente do comércio externo que os EUA, o que torna sua posição mais vulnerável na disputa comercial.
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